sábado, setembro 22, 2007

Episódios da terra da garoa

Perceber detalhes que fogem de um cenário habitual, de uma rotina podem ajudar um escritor a criar histórias ou ser um passo inicial para um romance. Nas minhas caminhadas diárias, estou sempre em busca de algo que chame a atenção, o que facilmente acontece no centro de São Paulo. Minhas últimas observações não se transformarão em livro, mas quero compartilhá-las.

Na selva de pedra, vende-se de tudo: ambulantes oferecem DVDs, bolsas, óculos, brinquedos e, quando começa a cair o primeiro pingo de chuva, do nada, surgem dezenas deles com guarda-chuvas a 5 reais. É impressionante! Da onde esses vendedores saem? Parece até que eles sabem que naquele instante vai começar a chover!

Os ambulantes também oferecem todo tipo de comida: milho cozido, yakissoba, churrasquinho grego, tapioca, cocada... E tem ainda os carrinhos de café da manhã: com café, bolo, pão com manteiga ou pão de queijo.

Observar diariamente esse comércio já virou rotina. Na última semana, fui surpreendida ao ver um moço com um carrinho, levando um caldeirão e vários potinhos de plástico. Ele vendia canjica! Não acreditei! Me lembrei imediatamente da canjica que minha vó prepara, mas que já faz tempo que não saboreio: sempre queimava a língua, porque a pressa era tanta que não esperava esfriar.

A canjica também me lembrou de festa junina, apesar do calor que estava fazendo. Já tinha me esquecido da história da canjica quando, hoje, no caminho para um curso, me deparei com a "Travessa das Festas Caipiras". Achei tão poético o nome daquela pequena rua. Fica em Santana, zona norte de São Paulo.

É a capital revelando seus antigos traços de cidade do interior. Será que antigamente era o local em que se realizava a festa junina naquele bairro?

Só faltou o ambulante vendendo canjica dar uma passada por lá...episódios da terra da garoa.

terça-feira, setembro 18, 2007

Bienal

As notícias sobre a Bienal do Livro do Rio (13 a 23 de setembro) reafirmam o tema do meu último post: a incrível história escrita por Marcus Zusak em A Menina que Roubava Livros.

A obra conquistou uma multidão de leitores e já vendeu mais de 180 mil exemplares no Brasil. Zusak foi um dos escritores que mais chamou a atenção na Bienal. Segundo a imprensa, o australiano recebeu os fãs com muita simpatia no debate literário e até tentou ler um trecho de seu livro em português.

Para quem tiver opotunidade de ir à Bienal, o site do evento é bem completo: http://www.bienaldolivro.com.br/.